sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Obsessão de encarnado para encarnado – Como ocorre?

Por - Joilson José Gonçalves Mendes

Em o Livro dos Médiuns, itens 237 a 254, Allan Kardec trata dos tipos de obsessão que são:
Obsessão simples: quando um espírito malfazejo procura de todas as formas interferir na vida do médium, procurando enganá-lo de qualquer maneira.
Fascinação: apresenta consequências mais graves, uma vez que o espírito obsessor cria uma ilusão na mente do médium, fazendo com que o mesmo perca, parcialmente, a sua capacidade de julgar as comunicações.
Subjugação: produz a paralisação da vontade da vítima, o espírito obsessor tem a capacidade de fazer com que a pessoa passe a agir de maneira ridícula na presença de outras pessoas. Passa a ser praticamente um fantoche nas mãos do obsessor.
Para maiores esclarecimentos a respeito do assunto sugiro que estudem a referência supracidata. Sabemos que existe a obsessão de desencarnado para desencarnado, de desencarnado para encarnado, de encarnado para desencarnado e de encarnado para encarnado. É sobre este último tipo que iremos discorrer alguns comentários.
O que seria uma obsessão de encarnado para encarnado?
Podemos incluir aqui as invejas, sentimentos de mágoa, raiva, ódio, rancor, vingança, desejar o mal a outra pessoa, esses sentimentos que são próprios das almas sem elevação nem grandeza, como nos esclarece Kardec em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. X, item 4.
Mas como podem estes sentimentos se enquadrarem como um processo obsessivo?
Em Mecanismos da Mediunidade, Cap IV, MATÉRIA MENTAL - itens Matéria Mental e Matéria Física; Indução Mental; e Formas Pensamentos, o espírito André Luiz dá explicações sobre a força mental que possuímos e que, naturalmente desperdiçamos devido à preguiça mental que ainda é pujante no ser humano. Recomendo a leitura desse capítulo.
Muito já foi escrito, falado e pesquisado sobre a força do pensamento, também disseminado nos livros de auto ajuda. E se nossos pensamentos interferem em nossa saúde física e mental, após a leitura do capítulo acima mencionado, chegarão à conclusão de que nossos pensamentos podem interferir na vida daqueles que nos cercam.
Apenas para citar um exemplo, a época em que estava na Faculdade de Parapsicologia, realizamos um experimento de Telepatia, que consistia em uma determinada pessoa (emissor) transmitir, mentalmente, a imagem de um vampiro para outra pessoa (receptor), que estava em sala distinta e não sabia qual seria a imagem a ser transmitida, pois tudo era selecionado no momento do experimento. O experimento que deveria durar 20 minutos, não passou de 5 minutos. O receptor, que estava na outra sala começou a passar mal e foi preciso encerrar os trabalhos. Após a pessoa (receptor) ter se reestabelecido, foram mostradas a ela, 4 imagens diferentes e dentre elas estava a do vampiro. Quando olhou para imagem em questão, não teve dúvidas e apontou aquela como sendo a imagem do experimento, o que estava correto. Ao perguntarmos para o emissor o que ele tentou transmitir para o receptor, comentou que lembrou de tudo quanto foi filme de terror que havia assistido.
Este singelo experimento vem demonstrar que temos a capacidade de influenciar, pela ação do pensamento, o estado de ânimo de uma pessoa, seja de forma positiva ou negativa, para o bem ou para o mal, o que evidencia a obsessão de encarnado para encarnado.
Outra explicação sobre como ocorre o processo obsessivo de encarnado para encarnado está na Física Quântica, o chamado Emaranhamento/Entrelaçamento Quântico. Este experimento mostrou que duas ou mais partículas ao se correlacionarem, permanecerão ligadas, independente da distância que se encontram. Sempre que uma das partículas for alterada a outra imediatamente reagirá à alteração, podendo estar a um metro de distância ou a milhões de quilômetros no espaço.
Determinado pesquisador (sujeito 1) preparou um boneco de si mesmo, para representá-lo e solicitou que outro pesquisador (sujeito 2) levasse o boneco para uma sala eletromagneticamente protegida. O sujeito 1 permaneceu na sala ligado a aparelhos que pudessem medir alterações no sistema nervoso autônomo. Quando o sujeito 2 passava a mão pela face, ombros e cabelos do boneco, enviando pensamentos de cura, o sujeito 1 sentia os efeitos, pois os aparelhos acusavam as alterações. O boneco e o sujeito 1 estavam entrelaçados. Este experimento também explica a magia africana conhecida como VODU, em que alguém procura o feiticeiro para fazer mal a outrem, utilizando bonecos e alfinetes. Isto é obsessão de encarnado para encarnado.
Muitos experimentos foram realizados por físicos, PhD, pessoas preocupadas com a explicação científica dos fatos, no sentido de demonstrar a influência do pensamento sobre nós e sobre os outros, todos com resultados positivos. Hoje, vemos a Física Quântica esclarecer o que no passado era tido como algo sobrenatural.
Vários pesquisadores estão estudando a influência do CAMPO em nossas vidas, dizem que todos nós estamos interligados por Campos de Energia, que são denominados das mais diversas formas: Campos Morfogenéticos, Vácuo Quântico, Teida da Vida, Matriz Divina, Universo Holográfico, etc. Demonstrando que fazemos parte de um TODO, que nós religiosos o chamamos de Deus.
Talvez tenha sido isto que Jesus quis explicar ao dizer: “Todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes”. (Mt 25, 40)
Uma vez que somos todos filhos do mesmo Pai, estamos entrelaçados desde o princípio da criação. Ao fazermos algo que prejudique o nosso semelhante é a nós mesmos que estamos prejudicando. Foi por esta razão que o Cristo tanto falou sobre a importância de aprendermos a perdoar e esquecer as faltas que nos cometem.
Os processos obsessivos continuarão a existir enquanto os seres humanos não compreenderem as leis universais que, por mais que já tenham sido ditas pelos filósofos e profetas, aos poucos estão sendo reveladas pela ciência. O maior exemplo que podemos citar é quando de braços abertos no madeiro disse: "Pai, perdoai-os porque eles não sabem o que fazem." Lucas 23:34


Referêncial Bibliográfico
Kardec, Allan. O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, itens 237 a 254.
Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap X, item 4.
Xavier, Francisco Candido. Mecanismos da mediunidade – Pelo espírito André Luiz.
Couto, Helio. Ressonância Harmônica – Você cria a sua própria realidade.

http://www.heliocouto.com/#!cursodemecanicaquantica/c1mh0 - Acessado em 1º Nov 13

domingo, 27 de outubro de 2013

Na esfera dos sonhos

Os interesses recalcados, as aspirações frustradas, os tormentos íntimos, complexos, mal conduzidos dormem temporariamente no inconsciente do homem e assomam quando emoções de qualquer porte fazem-no desbordar, facultando o predomínio de conflitos em formas perturbadoras, gerando neuroses que se incorporam à personalidade, inquietando-a.
Da mesma forma os ideais de enobrecimento, os anelos de beleza, o hábito das emoções elevadas, a mentalização de planos superiores, as aquisições e lutas humanistas repousam nos departamentos da subconsciência, acordando, frequentemente, e produzindo euforia, emulações no homem, ajudando-o os seu programa de paz interior e de realizações externas.
O homem é sempre aquilo que armazena consciente ou inconscientemente nos complexos mecanismos da mente.
Quando se dá o parcial desprendimento da alma através do sono natural, açodado pelos desejos e paixões que erguem ou envilecem, liberam-se as memórias arquivadas que o assaltam, em formas variadas de sonhos nos quais se vê envolvido.
Permanecem nesse capítulo os estados oníricos da catalogação freudiana, em que as fixações de ordem sexual assumem expressões de realidade, dominando os múltiplos setores psíquicos da personalidade.
Além deles, há os que decorrem dos fenômenos digestivos, das intoxicações de múltipla ordem por consequência dos estados alucinatórios momentâneos, que produzem.
Concomitantemente, em decorrência do cultivo de ideias deprimentes ou das otimistas, a alma em liberdade relativa sente-se atraída pelo locais que lhe são inacessíveis, enquanto na lucidez corpórea e fortemente arrastada por esse anseio de realização desloca-se do envoltório físico e visita aqueles com os quais se compraz e onde se sente feliz. Disso decorrem encontros agradáveis ou desditosos em que adquire informes sobre ocorrências futuras, esclarecimentos valiosos, ou, conforme o campo de interesse que cada qual prefira, experimenta as sensações animalizantes, frui, em agonia, as taças vinagrosas dos desejos inconfessáveis, continuando o comércio psíquico com Entidades vulgares, perversas ou irresponsáveis que se lhe vinculam ao pensamento, dando origem a longos e rudes processos obsessivos de curso demorado e de difícil liberação.
Nos estados de desprendimento pelo sono natural, a alma pode recordar o seu pretérito e tom ar conhecimento de seu futuro, fixando essas impressões que assumem a forma de sonhos nos quais as reminiscências do ontem, nem sempre claras, produzem singulares emoções. Outrossim, a visão do porvir, as revelações que haure no intercâmbio com os desencarnados manifestam-se como positivos sonhos premonitórios de ocorrência cotidiana.
Quanto mais depurada a alma, possibilidades mais amplas depara, sucedendo, no sentido inverso, pelo seu embrutecimento e materialização, os desagradáveis e perturbadores sucessos na esfera dos sonhos.
Multiplicam-se e perpassam em todas as direções ondas mentais, que percorrem distancias imensas, sintonizando com outras que lhe são afins e que buscam intercâmbio.
Em decorrência, pouco importa o espaço físico que separa os homens, desde que estes intercambiam mentalmente na faixa das aspirações, interesses e gostos que os caracterizam e associam...
Quando dorme o corpo, não adormece o Espírito exceto quando profundas as hebetações e anestesiamentos íntimos lhe perturbam os centros da lucidez.
Automaticamente, inconscientemente, libera-se do corpo e arroja-se aos recintos que o agradam, porque anseia e de que supõe necessitar...
Quando, porém, se exercita nos programas renovadores e preserva os relevantes fatores da dignificação humana, sutilizam-se as suas vibrações, sintonizando nas ondas que o erguem às esferas da Paz e da Esperança, onde os Seres ditosos, encarregados dos labores excelentes dos homens, facultam que se mantenham diálogos, recebendo recursos terapêuticos e lições que se incorporam à individualidade, indelevelmente...
Nas esferas dos sonhos - nos Círculos Espirituais elevados ou nos tormentosos conforme a preferência individual - se engendram muitas, incontáveis programações para o futuro humano, nascendo ali ou se corporificando, quando já existentes, os eloqüentes capítulos das vidas em santificação, como as tragédias, os vandalismos, as desditosa inomináveis...
Vive no corpo físico considerando a possibilidade da desencarnação sem aviso prévio.
Cada noite em que adormeces, experimentas um fenômeno consentâneo ao da morte.
Dormir é morrer momentaneamente. Desse sono logo retornas, porque não se te desatam os liames que fixam o Espírito ao corpo.
Podes, porém, pelas ocorrências que experimentas na esfera dos sonhos, ter uma ideia do que te sucederá nos Círculos da Vida, após o desenlace definitivo.
Por tal imperativo, aprimora-te, eleva-te, supera-te, mediante o exercício dos pensamentos salutares e das realizações edificantes.
Não apenas fruirás de paz por decorrência da consciência reta, como te prepararás para a vida real, porquanto, examinada do Angulo imortalista, o homem na Terra, se encontra numa esfera de sonhos, que normalmente, transforma, por invigilância ou rebeldia, em desditoso pesadelo.
Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Do livro: Leis morais da Vida

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A mente em ação

Mais graves que as viroses habituais são aquelas que têm procedência no psiquismo desvairado
Por ser agente da vida organizada, a mente sadia propicia o desenvolvimento das micropartículas que sustentam com equilíbrio a organização somática, assim como, através de descargas vigorosas,bombardeia os seus centros de atividade, dando curso a desarmonias inumeráveis. 
Mentes viciosas e pessimistas geram vírus que se alojam no núcleo das células, e as destruindo se espalham pela corrente sanguínea, dando surgimento a enfermidades soezes. 
Além desta funesta realização, interferem na organização imunológica e, afetando-a, facultam a agressão de outros agentes destruidores, que desenvolvem síndromes cruéis e degenerativas. 
Além dos vícios que entorpecem os sentimentos relevantes do homem, perturbando-lhe a existência, o tédio e o ciúme, a violência e a queixa, entre outros hábitos perniciosos, são responsáveis pela desestruturação física e emocional da criatura. 
O tédio é resultado da ociosidade costumeira da mente acomodada e preguiçosa. 
Matriz de muitos infortúnios, responde por neuroses estranhas e depressivas, culminando com o suicídio injustificável e covarde. 
Entregue ao tédio, o paciente transfere responsabilidades e ações para os outros, deixando-se sucumbir na amargura, quando não se envenena pela revolta contra todos e tudo. 
A mente, entregue ao ciúme, fomenta acontecimentos que gostaria se realizassem, afim de atormentar-se e atormentar, aprisionando ou perseguindo a sua vítima. 
Por sua vez, desconecta os centros de equilíbrio, passando à condição de vapor dissolvente da confiança e do amor. 
A violência é distúrbio emocional, que remanesce do primitivismo das origens, facultando o combustível do ódio, que se inflama em incêndio infeliz, a devorar o ser que o proporciona. 
Quando isto não ocorre, dispara dardos certeiros nas usinas da emoção, que se destrambelha, gerando vírus perigosos que se instalam no organismo desarticulado e o vencem. 
A queixa ressuma como desrespeito ao trabalho e aos valores alheios, sempre pronta a censurar e a fiscalizar os outros, lamentando-se, enquanto vapores tóxicos inutilizam os núcleos da ação, que se enferrujam e perdem a finalidade. 
Há todo um complexo de hábitos mentais e vícios morais, prejudiciais, que agridem a vida e a desnaturam. 
É indispensável que o homem se resolva por utilizar do admirável arsenal de recursos que possui, aplicando os valores edificantes a serviço da sua felicidade. 
Vives consoante pensas e almejas, consciente ou inconscientemente. 
Conforme dirijas a mente, recolherás os resultados. 
Possuis todos os recursos ao alcance da vontade. 
Canalizando-a para o bem ou para o mal, fruirás saúde ou doença. 
Tem em mente, no entanto, que o teu destino é programado pela tua mente e pelos teus atos, dependendo de ti a direção que lhe concedas.



Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos de Felicidade.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador, BA: LEAL, 1990.

domingo, 29 de setembro de 2013

Mensagem II

Recuperamos nossos erros do passado
através do trabalho mediúnico;

Nos redimimos de nossos atos
do passado, através do trabalho mediúnico;

Nos redimimos das nossas falhas
do passado, através do nosso trabalho mediúnico;

Sabemos o quanto podemos fazer
apesar de termos passado pela morte;

Sabemos que o único instrumento capaz de combater o mal é o trabalho na luz;

Reconhecemos que nosso trabalho
aqui e os dos médiuns aí
nos permite recuperar os
erros do passado e corrigir
o caminho dos desencarnados
aos quais estamos ligados;

Não podemos prescindir da
ajuda dos médiuns, cujo
trabalho possibilita que sejam
canais para nossa luz.

Agradecemos hoje e sempre a
oportunidade de fazer esse trabalho
que envolve milhares de
desencarnados de diferentes níveis espirituais;

Esperamos sempre que a paz
se instale nos nossos corações
a partir do momento que
conseguimos fechar os laços
do passado harmoniosamente;

Esperamos que aqueles que
recebam a luz de Deus
através do nosso trabalho sejam
mais felizes;

Desejamos amor, paz, harmonia
e muita consideração de um
irmão para o outro e que
possamos colocar no
coração dos homens o
entendimento do grandioso
amor divino que pode curar
e levar a novos caminhos.

Seremos sempre amigos
de luz que buscam derramar
no caminho dos irmãos o
mais nobre dos sentimentos
que é o AMOR.

psicografado por Lucia Cristina

ditado pelo espírito  Madre Maria dos Anjos 

Mensagem I

Somos imperfeitos seres
nascidos na Terra, em busca
de correção.

Somos originariamente seres de luz,
que se perderam no caminho
dos abusos, do mal e dos
desentendimentos.

Somos seres que buscamos
lapidar as arestas das
nossas almas e tornar os
nossos espíritos mais
elevados.

Somos filhos do Pai Maior
e irmãos em Deus.

Um Deus para o qual nós
somos todos iguais, filhos
perenes e sinceros, com
espíritos momentaneamente
conturbados, mas tendo
a oportunidade de
enxergar a luz possível
para um novo caminho,
que nos leve mais perto
de Deus, que nos torne
irmãos fraternos na eternidade.

A oportunidade é dada
a todos nós encarnados
e  desencarnados  de
buscarmos novos caminhos,
que levem à correção
ao bem e  a harmonização
e paz mundial.

psicografado por Lucia Cristina
ditado pelo espírito Avenconi


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Convite - Palestra cantada com VANSAN


Nobres e iluminadas almas!

Temos o prazer de anunciar que na próxima quarta-feira (25 SET 13), contaremos com a visita de Vansan. O conhecido violonista, cantor e compositor brasileiro presentear-nos-á com uma palestra cantada às 20h, na Comunhão Espírita Cristã de Curitiba, rua Major Fabriciano do Rego Barros, 1152 - Vila Hauer. Prestigie. Garanto que vai gostar!

Natural de Mogi das Cruzes, em São Paulo, Vansan é formado em Comunicação Social, Artes e pós-graduado pela Universidade Mogi das Cruzes-SP. É músico profissional, contando com mais de duas dezenas de CD gravados e um DVD. 

Como espírita, trabalha como médium no centro Espírita Caminho da Luz, em Mogi das Cruzes-SP. Utiliza a música nas suas palestras, apresentando-se no Brasil e exterior, em Portugal , Espanha, Bélgica, Suíça, Alemanha, Estados Unidos ( N. Jersey, New York e Flórida ).
Elevando a vibração através da música, os sentimentos modificam-se, possibilitando um tratamento espiritual mais eficaz.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O Amor


O AMOR é substancia criadora e mantenedora do Universo, constituído por essênia divina.
É um tesouro que, quanto mais se divide, mais se multiplica, e se enriquece à medida que se reparte.
Mais se agiganta, na razão que mais se doa. Fixa-se com mais poder, quanto mais se irradia.
Nunca perece, porque não entibia nem se enfraquece, desde que sua força reside no ato mesmo de doar-se, de tornar-se vida.
Assim como o ar é indispensável para a existênia orgânica, o AMOR é o oxigênio para a alma, sem o qual a mesma se enfraquece e perde o sentido de viver.
É imbatível, porque sempre triunfa sobre todas as vicissitudes e ciladas.
Quando aparente - de caráter sensualista, que busca apenas o prazer imediato - se debilita e se envenena, ou se entorpece, dando lugar à frustação.
Quando real, estruturado e maduro - que espera, estimula, renova - não se satura, é sempre novo, ideal, hamrônio, sem altibaixos emocionais. Une as pessoas, porque reune as almas, identifica-as no prazer geral da fraternidade, alimentando o corpo e dulcificando o eu profundo.
O prazer legítimo decorre do AMOR pleno, gerador da felicidade, enquanto o comum é devorador de energias e de formação angustiante.
O estado de prazer difere daquele de plenitude, em razão de o primeiro ser fulgaz, enquanto o segundo é permanente, mesmo que sob a injunção de relativas aflições e problemas-desafios que podem e dever ser vencidos.
Somente o AMOR real consegue distingui-los e os pode unir quando se apresentem esporádicos.
A ambição, a posse, a inquietação geradora de insegurança - ciúme, incerteza, ansiedade afetiva, cobrança de carinhos e atenções - a necessidade de ser amado, caracterizam o estagio do amor infantil, obsessivo, dominador, que pensa exclusivamente em si antes que no ser amado.
A confiança, suave-doce e tranquila, a alegria natural e sem alarde, a exteriorização do bem que se pode e se deve executar, a compaixão dinâmica, a não posse, a não dependência, não exigênia, são benesses do AMOR pleno, pacificador, imorredouro.
Mesmo que se modifiquem os quadros existenciais, se alterem as manifestações da afetitividade do ser amado, o AMOR permanece libertador, confiante, indestrutivel.
Nunca se impõe porque é espontaneo como a própria vida e irradia-se mimetizando, contagiando de jubilos e paz.
Expande-se como um perfume que impregna, agradavel, suavemente, porque não é agressivo nem embriagador ou apaixonado...
O AMOR não se apega, não sofre a falta, mas frui sempre porque vive no intimo do ser e não das gratificações que o amado oferece.
O AMOR DEVE SER SEMPRE O PONTO DE PARTIDA DE TODAS AS ASPIRAÇÕES E A ETAPA FINAL DE TODOS OS ANELOS HUMANOS
Joanna de Angelis

terça-feira, 2 de julho de 2013

O Ego e a Arte da Oratória


 Por - Geraldo Esteves Sobrinho
    
“O exímio iniciado norte-americano, Emerson, ouviu esplêndido discurso de um elegante orador. Ao término do discurso todos aplaudiram entusiasticamente, menos Emerson. Quando lhe perguntaram se não havia gostado, respondeu: ‘não pude ouvir o que ele disse, porque aquilo que ele é trovejava mais alto’ ”.[1]
      A arte de falar em público é uma das mais fascinantes e perigosas, capaz de empolgar as pessoas, envolvendo-as num clima de bem estar e elevação moral ou precipitando-as pelos terríveis despenhadeiros da insensatez e loucura.
      Desde os primórdios da civilização a palavra falada, aliada à boa retórica, exerce poder de sedução, persuadindo e convencendo os ouvintes. Em todos os segmentos das atividades humanas: educação, política, religião etc, ela exerce papel fundamental na concretização dos objetivos esposados.
      Esta história verídica, acima relatada, nos remete a uma reflexão profunda em relação àqueles que fazem uso do verbo, especificamente na seara bendita do Senhor, independentemente do credo religioso ou filosófico que professam.
      Em meio a um auditório atento ao conteúdo da palestra, havia alguém sensível às impressões, digamos, “ocultas”, oriundas do interior daquele que fazia uso da palavra e encantava a todos. A resposta de Emerson nos revela duas coisas: sensatez e um ensinamento acerca da personalidade humana. Poderia ele ter dito que gostou ou não, mas preferiu a sinceridade e se manteve neutro. Quanto à segunda, retrata a existência do Eu e do(s) ego(s), ou seja, o que somos na realidade e a imagem ou imagens que construímos por conveniência. Ao dizer: “aquilo que ele é trovejava mais alto” o exímio iniciado chama a atenção para a questão da incoerência em nossas vidas, caracterizada pela incompatibilidade entre o falar e o fazer.
      Eis aí a grande dificuldade vivida pelos que trabalham com o dom da fala. Como tornar o meu verbo inflamado, capaz de penetrar a alma dos que me ouvem, tocar seus sentimentos mais profundos, contribuindo para o seu despertar, se o que digo não corresponde ao que vivo? “Seja, porém, tua palavra, sim, sim; não, não. O que, disto passar, vem do maligno” (Mateus, 5:37), asseverou o meigo Rabi, advertindo-nos quanto a vida dupla.
      Contudo, esperar a conquista da perfeição moral para começarmos a servir a Deus é, usando um provérbio popular, “passar a carroça na frente dos bois”. O que se cogita é a aplicação daquelas sábias palavras do mestre lionês Allan Kardec: “reconhece-se o verdadeiro espírita pelo esforço que faz para domar suas más tendências e vícios de toda ordem”. Tão somente isso! Mais nada, pois, a palavra “esforço” sintetiza uma gama de procedimentos, a saber: renúncia, abnegação, devoção, lapidação interior na luta consigo mesmo.
      Acha difícil? Mas quem disse que seria fácil? Jesus ou qualquer Instrutor Espiritual não falou que seria, mas também não mencionou ser impossível, muito pelo contrário. Percebemos claramente em seus ensinamentos uma constante disposição em nos impulsionar para frente e para o alto, descortinando a realidade nua e crua, com as dificuldades e armadilhas que a jornada reserva aos viajores. Um erro crasso que cometemos é desejar ansiosamente resultados imediatos que só o “tempo de Deus” vai realizar gradativamente em nós. Não nos iludamos! Abandonemos a hipocrisia e enfrentemos a realidade interior, fruto de nossas opções equivocadas. Pode parecer paradoxal, mas a tão almejada elevação espiritual implica no rebaixamento de nós mesmos. Pensemos nisso!
      Vaidade, personalismo e sentimento de autossuficiência continuam sendo grandes escolhos da prática mediúnica. “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, por si só, estas palavras do Mestre não dizem tudo, mas dizem o suficiente. Sabe por quê? Como todo Sábio Ele conversava pouco e pensava mais. Existe um complemento oculto e que às vezes passa despercebido pela imensa maioria dos aprendizes que somos: DEPENDE DO QUE FIZERMOS COM ESTA VERDADE. Conhecimento por si só não liberta. O ato de se libertar encontra-se vinculado ao de fazer, agir, realizar, a partir do livre-arbítrio concedido a cada um.
      Se escolhemos servir o Alto com a devida pureza de coração que tal mister exige, urge o façamos concomitantemente praticando a indispensável vigilância sobre nós mesmos. Conquanto a evolução espiritual não permita saltos ou queima de etapas, caminhar com os pés no chão, reconhecendo as próprias deficiências e limitações, sem pruridos de santidade, é atitude salutar e racional, na árdua tarefa da autoiluminação. E para isso necessário se faz dilatarmos o entendimento da palavra “esforço”, acima referida. Nossa redenção depende da fiel aplicação dela em cada ato de encenação no palco da vida.

O autor é bacharel em Direito, Pedagogo, escritor, poeta e orador espírita, atuando no movimento espírita de Guarapari – ES.
Artigo publicado na Revista Internacional de Espiritismo de janeiro de 2013 – Casa Editora O Clarim – Matão – SP.



[1] ROHDEN, Huberto. Educação do homem integral. 7. Ed. São Paulo: MARTIN CLARET, 1998. P. 20.

A síndrome de CIMM

                                                                 
Por - Geraldo Esteves Sobrinho  
Indubitavelmente o homem, este animal social dotado de razão, não é uma ilha. Viver em grupo o fortalece e enriquece de experiências múltiplas impulsionando-o na longa jornada evolutiva. Mesmo nas espécies animais irracionais observamos que a vida em conjunto favorece a satisfação das necessidades de sobrevivência.
A mãe natureza é pródiga em ministrar sábios ensinamentos. Basta somente ampliarmos os canais de percepção, aguçando a sensibilidade, para nos tornarmos bons receptores das lições.
Dentro do contexto esposado, no que tange ao inter-relacionamento das espécies, podemos citar a magnífica vida das abelhas e formigas. As estruturas destas comunidades primam pela organização, zelo, trabalho e respeito. Muitos poderão alegar que elas agem por instinto. Mas não é bem assim. A ciência já desvendou que as atividades realizadas pelas espécies ditas irracionais não são totalmente mecânicas. Partem da manifestação de uma inteligência rudimentar, culminando em verdadeiros lampejos de raciocínio elaborado. Isto se verifica facilmente em animais que já conquistaram maior nível de evolução, como os golfinhos, cavalos, elefantes etc.
Nesta altura da leitura, muitos podem estar indagando onde o autor deste artigo pretende chegar. Elementar, caros leitores! O objetivo reside em focar um assunto importantíssimo, complexo e inevitável na vida cotidiana. Trata-se do relacionamento humano. Entretanto, vamos nos ater à questão em sua aplicação limitada às atividades na seara espírita.
O movimento espírita, fiel aos postulados da codificação Kardequiana equipara-se a um organismo vivo, uno e harmonioso. Numa visão mais diminuta figura o Centro Espírita como célula cujo objetivo é proporcionar equilíbrio e bem estar a este complexo orgânico. Ainda reduzindo microscopicamente nosso campo de observação, temos nos adeptos da Doutrina Consoladora, partes integrantes e, não menos importantes.
Acontece que algumas vezes estas células podem apresentar significativo comprometimento em sua eficiência, por despreparo e/ou invigilância. Assim sendo, a estrutura celular se abala, refletindo no todo orgânico.
A síndrome de CIMM é um conjunto de sintomas que se apresentam caracterizando um desequilíbrio de consequências, volta e meia, desastrosas. Nasce sorrateiramente nas mentes e se dissemina numa infecção virótica. Particularmente já observei sua manifestação e prejuízos. E como vivi esta experiência, não poderia pecar por omissão, evitando alertar aqueles que militam seriamente no campo prático da Doutrina.
A CIMM é composta pelos vírus perniciosos da competição, inveja, maledicência e mistificação; daí a sigla escolhida. A denominação “vírus” é apropriada, uma vez que em sentido figurado tal palavra expressa um princípio de contágio moral mórbido.
À competição, cabe a infeliz missão de insuflar sentimento de disputa. Afinal de contas alguns precisam mostrar quem é o melhor médium, quem trabalha mais, manda mais etc.
A inveja assume o propósito mesquinho de intensificar o desejo descontrolado de ser ou obter aquilo que está no outro.
O vírus da maledicência (dizer mal) envenena toda a casa espírita e encontra sua razão de ser no cultivo dos outros dois acima descritos.
Por fim, à mistificação atribui-se o desserviço de ludibriar o grupo e a fé alheia. Tal condição muitas vezes não nasce somente da ignorância ou despreparo, mas de atitude consciente e premeditada, visando o reconhecimento e glória de faculdades das quais não se é portador.
Urge, portanto, calarmos os ciúmes e vaidades pessoais, evitando servir de instrumento daqueles que espreitam e preparam armadilhas visando prejudicar o avanço da Luz.
Considerando, pois, que não somos ilhas isoladas no mar (muitas vezes revolto) da existência, cada qual carrega consigo a responsabilidade pelos acertos ou desacertos no trato das coisas sagradas.

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(Artigo publicado no Jornal O Clarim de outubro/12 – Casa Editora O Clarim – Matão - SP)
O autor é bacharel em Direito, Pedagogo, poeta, orador e escritor espírita, militando atualmente no movimento espírita de Guarapari - ES, onde reside. Contatos: geraldoestevessobrinho@yahoo.com.br.


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Ser humilde ou se humilhar

Por - Gilberto L. Tomasi
Sempre lemos ou ouvimos falar: “Ser humilde sim, porém, se humilhar não.” Há tempos tenho questionado comigo mesmo esta verdade absoluta e hoje, certo ou errado, chego á conclusão de que para ser verdadeiramente humilde é necessário sim em algumas ocasiões se humilhar.
Quando você porta de maneira humilde, é porque você acredita naquilo que está vivenciando, principalmente quando os seus semelhantes não concordam com a tua verdade. Neste momento, para poder agir de maneira civilizada, condizente com os princípios Cristãos, as leis Divinas e os ensinamentos do Mestre Divino, você concorda em se humilhar diante do seu “inimigo” para poder dar início a um diálogo que poderá dar fim ao conflito existente. A humildade verdadeira, não inicia nem cessa neste momento, haja vista, que o momento crucial para poder ser verdadeiramente humilde está na tua reação após ser humilde, se humilhar e ser humilhado, não reagindo da mesma forma que o agressor. Na busca da reforma íntima o equilíbrio é  “peça chave” dentro das relações interpessoais.
A pergunta que se faz é: Quem estaria apto ou disposto a vivenciar esta dura realidade? Salvo algumas poucas exceções, diria que ninguém passaria por esta situação desconfortante. Esse impedimento se daria pela manifestação imperiosa do orgulho e do ego ferido, que são dois grandes aliados no combate à humildade. Aceitar se humilhar e ser humilhado é demonstração de coragem, envidando todos os esforços possíveis para corrigir erros ou demonstrar os acertos, sem que isso lhe pareça algo deprimente, sem deixar que a auto-estima caia, sem abaixar-se, se fazer de pequeno, de coitado, sem sofrer ou chorar, sem deixar que o ego seja diminuído. Esta atitude é o remédio para o orgulho que  nos impede de ver nossa próprias falhas. O importante e gratificante é ter a certeza e a consciência tranquila de que foi simplesmente humilde e jamais se humilhou ou se sentiu humilhado, pois fez a tua parte em busca de uma caminhada mais tranquila.
Nosso comando de vida dado por Deus, chamado livre-arbítrio, é que vai comandar nossas atitudes e a nossa consciência é que vai dar o norte a elas.
Certo ou errado, hoje eu penso que para ser humilde preciso sim me humilhar.